quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Marajó (Círio-Soure) Fundamento Doutrinário das Romarias

Na Bíblia: Abraão é o primeiro romeiro de que fala a Bíblia.
Tornou-se remeiro por ordem de Deus: “Sai da tua terra, do meio dos teus parentes, da tua casa, e vai para a terra que eu te mostrarei... e serás bendito” (Gên 12,1-2).
Abraão, por sua vez, erigiu o primeiro santuário em Betel: “Erigiu um altar ao Senhor e invocou o nome de Deus” (Gên 12,8).
O 2º livro da Bíblia, chamado “ÊXODO” (saída), tem por finalidade, justamente, contar a romaria de 40 anos que o povo de Deus fez através do deserto até chegar à Terra Prometida.


Os primeiros cristãos aprenderam da Bíblia, a fazer romarias, visitando na Palestina os lugares santificados pela presença de Cristo. Depois visitaram os túmulos dos Apóstolos e Santos, principalmente os túmulos de São Pedro em Roma. Aliás, a palavra “romaria” vem da palavra “Roma”, e quem visitava Roma chamado simplesmente “Romeiro”: hoje a palavra se estendeu a todos os que visitam um Santuário.


Portanto, Círio é caminhar para Deus; é caminhar para os irmãos e com os irmãos, ricos e pobres, aculturados e iletrados, patrões, empregados, todos unidos na mesma fé, puxando o Círio. E o sentindo comunitário da Romaria. Toda Romaria deve ajudar-nos a crescer no amor de Deus e no amor do próximo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IGREJA MATRIZ DE SOURE

A Igreja Matriz começou a ser construída pelo primeiro Bispo do Marajó DOM ALONSO, em 23 de agosto de 1937, no segundo dia da Novena de Nossa SENHORA DA CONSOLAÇÃO.

No dia primeiro de setembro foi celebrada a primeira missa na Igreja nova, embora em caráter provisório, sem benzer o templo. As obras do prédio foram concluídas em agosto de1941, e iniciou a construção da torre, serviço concluído no dia 15 de novembro de 1941.
A inauguração se deu no dia 19 de março de 1942 às 7:00 horas o Reverendo Bispo fez a benção do templo. O ato solene constituiu de uma grande Procissão Eucarística, saindo da Capela de SÃO JOSÉ do Mundim, com a participação das irmandades, alunos de escolas, e o povo. O reverendo Bispo levava o SENHOR SACRAMENTADO.

Fonte: Informativo da paróquia Menino Deus (O Paracauary )














terça-feira, 20 de setembro de 2011

HISTÓRICO DO CÍRIO DE SOURE

Está registrado nos livros de nossa paróquia que em uma localidade denominada Pacoval, no Município de Soure, vivia um casal por nome Gertrudes e Aniceto Gomes. Sendo ela devota de Nossa Senhora de Nazaré, realizava no mês de novembro o novenário a Virgem Santíssima. No ano de 1888, o casal fez a doação à Igreja Católica, de um terreno localizado na 3ª rua, com intuito da construção da Capela.
Em 1890, celebra-se o primeiro Círio de Soure, sendo o Pároco de nossa Paróquia o Padre Jean Crolet, chegando depois os Padres Ricardo e Sebastião Menezes. Este último passou 22 anos no município.

No ano de 1895, o casal Gertrudes e Aniceto, apoiados pelos comerciantes construíram no terreno doado, capela de Menino Deus, onde Imagem de Nossa Senhora foi recolhida, tendo posteriormente a Capela sido destruída. No ano de 1937, em função de seu estado de ruínas, iniciou a construção da Igreja Matriz de Nossa da Consolação, que foi inaugurada no dia 19 de março de 1942, pelo Bispo do Marajó Dom Gregório Alonso.

No ano de 1963, os agostinianos construíram a atual Capela de São José, no Bairro de São Pedro, próximo ao local onde os padres Carmelitas haviam construído a 1ª capela em 1696.
A Trasladação da Imagem de Nossa Senhora sai da Capela de Santa Rita, que foi inaugurada no ano de 1972, para a Capela de São José.

Em 1993, iniciou-se a Pré Trasladação saindo a imagem da antiga Capela, na 4ª rua. Atualmente a procissão sai da Capela Nossa Senhora das Graças, situada 5ª rua próximo à rodovia Soure-Pesqueiro.
Em 1999, iniciou-se o Círio dos Estudantes, saindo a Imagem em procissão da Escola de Ensino Médio “ Edda Gonçalves”.





FOTOS DO CÍRIO DE SOURE








segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LENDA DO PRETINHO DA BACABEIRA

Morava em nossa cidade de Soure, um casal que vieram de Portugal, logo se radicaram as margens do igarapé da bacabeira. O marido da portuguesa era fazendeiro na Ilha de Marajó, como sua fazenda ficava muito longe, o português chegava ficar mais de um ano sem ver a sua esposa em Soure.
A portuguesa era linda de pele bem branca, como sentia muita falta do marido, a mulher começou namorar com um serviçal bem negro. E o inesperado aconteceu, a portuguesa engravidou do negro.

Quando a mulher deu a luz a uma criança do sexo masculino, a parteira percebeu que o bebê era bem negro. Como o português era branco, claro que ele ia perceber que o filho não podia ser dele, por isso a parteira jogou-a no igarapé da bacabeira.

A criança não morreu como se esperava, ela mergulhou no mundo místico das profundezas das águas. Assim a criança foi se desenvolvendo, até que chegou o tempo de fazer o seu palácio no fundo do igarapé TAUCU, mais conhecido por Gruta ou Igarapé da Bacabeira, localizado em frente a praça NHEENGAIBA.
Neste igarapé, até a pouco tempo existia uma bacabeira, em seu tronco tinha um oco que falavam ser a morada da criança, e como o menino era negro, ficou conhecido como PRETINHO DA BACABEIRA.

O igarapé Taucu ia até ao meio da Praça do Abacaxi, era aterrado mas caia tudo, os moradores diziam que era o Pretinho que derrubava o aterro.
Todos os anos prefeitos que aqui passaram tinham que aterrar o igarapé, para não chegar perto das casas da vila da (COHAB), na terceira rua, próximo da praça do abacaxi, não passavam veículos motorizados devido a rua ser cortada pelo igarapé.

Acontece que o pretinho não era de muita conversa, todas as pessoas que passavam por aquele local não poderiam falar nada contra ele, pois se fizessem receberiam bofetões que chegavam derruba-las
Certo dia um homem que tinha chegado da pesca tarde da noite, estava fumando um cigarro despreocupado, quando foi convidado pelo pretinho para ajudá-lo puxar uma canoa, o pescador de nada desconfiava, ficou bravo com o garoto por estar de madrugada na rua, foi quando sentiu um tapa no rosto, outro, mais outro.

Com muita dificuldade, conseguiu se levantar, mas logo pegava outro tapa, o pretinho era muito ligeiro, já cansado e machucado,o pescador foi para casa ferido.

O igarapé Taucu foi aterrado, na gestão de um prefeito que, levou um pajé até o lugar, e pediu licença do pretinho para aterrar o local.
A bacabeira desapareceu, mas o Pretinho ainda existe e faz sua morada por perto do aterro.
As pessoas que acreditam no Pretinho, jogam garrafa cheia de cachaça, e no outro dia encontram a garrafa lacrada e vazia.

domingo, 21 de agosto de 2011

A LENDA DO VAQUEIRO BOAVENTURA

Conta-se que no interior do Marajó, especialmente na fazenda de nome “ São Sebastião,”havia um garoto, que por suas proezas e valentia, recebeu o apelido de “Boaventura”.
Boaventura foi crescendo como todo garoto, aprendendo trabalhar com o gado, e em pouco tempo, já era considerado um dos melhores vaqueiro da região, tanto prova, que com apenas 14 anos estava empregado como vaqueiro da fazenda, fato inédito.

O vaqueiro Boaventura aos 17 anos, era um rapaz típico do Marajó, estatura mediana, moreno, forte, e que gostava de festa, mulheres, e de desafios. Dizia ele, que não havia o que ele não pudesse fazer na sua profissão, é claro.

Corria o boato na fazenda, que tinha uma rês (vaca), só saia com o gado bravo, nas noites de luar. Quando tinha laçação, a rês estava lá, branca e gorda, que brilhava à luz do luar marajoara.

“Boaventura” ouvia falatório com relação ao animal, e comentou: - se um dia eu encontrar com ela,..dizia para o seu melhor amigo Merandolino mais conhecido como: “Merá”.Boaventura tinha um pressentimento , que quando ele encontrasse com tal rês alguma coisa iria aconte. Certo dia, o feitor da fazenda falou que á noite ia ter laçação do gado bravo, que estava próximo do lago do Piratuba.

“Boaventura”, pegou o seu melhor cavalo e ficou a espera. Chegando o momento, saíram todos os vaqueiros em grupo, Boaventura caminhava junto do seu amigo inseparável “Merá”. Depois de andarem algum tempo, um vaqueiro avisa: cuidado! Ai esta o gado.

Todos pararam, olharam para o gado uns 300 metros de distancia, caminharam vagarosamente, “Merá” aproximou de “Boaventura” e fala:- é aquela vaca que ninguém consegue laçar. A rês destacava-se das demais por sua cor branca. “Boaventura” disse ao amigo “Merá” é hoje, eu ou ela!
Ao primeiro sinal do feitor os vaqueiros partiram em direção do gado, com velocidade, coragem e destreza, que só o vaqueiro marajoara tem. “Boaventura” tocou seu cavalo, partiu rumo à rês indicada. A vaca ao perceber o perigo, correu na frente de todos os animais, foi em direção do lago do Piratuba,Boaventura foi atrás da rês.

Depois de correrem um bocado, “Merá” falou para desistirem, mas “Boaventura” dizia: É hoje, eu ou ela...!
Ao chegar próximo da novilha, ele apanhou sua corda e jogou o laço antes que a rês entrasse no lago, ele conseguiu laçar. Com a velocidade que iam foram parar dentro do lago desaparecendo.
Seu amigo Merandolino ficou esperando “Boaventura” aparecer, procuraram por vários dias e nada, pois ele tinha se encantado, a rês era encantada e levou “Boaventura” para o mundo.

Já se passavam três anos do seu desaparecimento, quando um belo dia, “Merá” ia pelos campos, ouviu alguém falar com ele identificar-se como sendo o “Boaventura”, em sua frente estava ele, nu da cintura para cima, com um chapéu de abas grande, que de formas não era possível ver o seu rosto, mas os arreios e seu cavalo baio e as argolas brilhavam. Desse dia em diante eles passaram se encontrar.

Quando Merandolino morreu, as pessoas que estavam velando o corpo viram chegar um rapaz moreno, que ficou parado na porta olhando firme para o corpo do amigo, não cumprimentou ninguém, depois se afastou e desapareceu. As pessoas que estavam no velório dizem que era o Boaventura que foi se despedir do amigo.

No lago do “Piratuba”, próximo existe um cajueiro e quem apanha um fruto dessa árvore sem lhe pedir licença ao vaqueiro “Boaventura” é atacado por centenas de abelhas.
“Boaventura” exerce grande influência nos vaqueiros marajoaras principalmente quando estes perdem algum animal logo recorrem à ajuda do “Boaventura” e no outro dia os animais aparecem.
Aconteceu um caso interessante, uma pequena criadora sentiu falta de duas rezes sua aconselhada por amigos ela mandou colocar uma garrafa de “cachaça” e um maço de “cigarros” no meio do campo e fez um pedido ao vaqueiro “Boaventura” para que seus animais aparecessem.
Três dias depois a proprietária recebeu um recado de que seus animais estavam presos em uma determinada fazenda esperando que ela mandasse buscá-los.

sábado, 13 de agosto de 2011

Lenda da pedra da Estiva

Quem vai para a praia do Araruna e Barra Velha ao chegar no aterro da estrada, poderá ver sua direita uma pedra arredondada de regular tamanho.Essa pedra,quando na sua época não havia o aterro o local era conhecido como a (ESTRADA DA ESTIVA) a pedra ficava bem na passagem do aterro, onde pisava na pedra para seguir o caminho.Dessa forma as pessoas que altas horas da noite em cima da pedra ,aparecia muitas velas acesas.
Certo dia um cidadão foi a uma pajelança e o pajé disse: ao homem que se ele quisesse permanecer rico poderia ir na sexta -feira da Paixão, á meia noite a até a estrada da estiva que lá existia uma pedra que em cima dessa pedra estava uma criança no meio das velas, e que ele agarrasse a criança e levasse para sua casa e criasse.
O rapaz ficou pensativo e muito curioso. Quando chegou a sexta - feira da Paixão, ele seguiu o caminho e ao aproximar-se do local da pedra observou uma grande claridade, ai veio o medo e ele voltou numa desabalada carreira.
Esta pedra ainda existe ao lado do aterro da Estrada de Araruna e Barra Velha quem passa por lá ainda poderá vê-la.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lenda da galinha do largo da trindade

Há anos atrás, quem passasse altas horas da noite em frente ao prédio da sociedade as SS (Santíssima trindade) localizada na 5°rua, antiga praça da trindade, observava saindo do porão da casa, uma galinha acompanhada de seis pintinhos que saiam para mariscar no largo do cruzeiro quando passava alguém que tentava pegar os pintinhos, logo eram atacadas pelo fantasma por esse motivo as pessoas evitavam capturar os pintinhos e também não passavam por aquele local fora de hora, pois temiam a galinha de pintinhos.