segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Boi– Bumbá

Segundo a lenda, um fazendeiro comprou um boi para festejar o aniversário de sua esposa, e pediu ao feitor da fazenda que cuidasse muito bem do boi.

Próximo ao local morava uma família, composta por seu Francisco, mais conhecido como Chico, sua esposa, seu compadre e mãe Guiomar.

Catarina, sua esposa, estava grávida e desejava comer a língua ou coração de boi. Daí Chico saiu para procurar e matou o primeiro boi que viu.

      Porém, antes que Catarina realizasse seu desejo, o fazendeiro chegou dizendo que o bicho era de estimação e que queria seu boi vivo.

     Assim foram à procura de um pajé. Ao encontra-lo, ele pediu algumas oferendas e ressuscitou o animal. Felizes todos cantaram e dançaram. Na encenação, o boi, após ressuscitar, investe contra a plateia.

      Além desses personagens, há outros como a moça branca filha do fazendeiro, vaqueiros, cazumbá, índios, doutor , pajé e o tripa (pessoa que representa o boi).


Fonte: Adaptado de: Companhia Docas do Pará (CDP) 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A ADESÃO DO PARÁ À INDEPENDÊNCIA



    O Pará até a independência de nossa Pátria, vivia separado do resto do Brasil. Juntamente com o Maranhão, comunicava-se diretamente com Portugal.
    Na província paraense havia grande número de portugueses que não queriam aceitar a independência e o governo de D. Pedro l. Essa resistência durou quase um ano.
Além do Pará, outras províncias, como Bahia, Piauí, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai, que na época pertencia ao Brasil).
   D. Pedro, para enfrentar a revolta dessas províncias, contratou oficiais estrangeiros mercenários, entre os quais: o almirante Thomas Cochrane, Carlos Frederico Lecor e o tenente John Pascoe Grenfell, oficiais ingleses.
   Para conseguir a ADESÃO DO PARÁ, Cochrane, que já havia conseguido pacificar o Maranhão, enviou forças ao Pará comandadas por John Pascoe Grenfell.
    A11 de agosto de 1823, o brigue (embarcação de dois mastros) chamado “Maranhão”, comandado por Grenfell, chegou à província paraense. Grenfell enviou à junta governativa do Pará um ofício de Cochrane, no qual informava que só restava o Pará ser integrado ao Brasil independente e que ele, Cochrane, encontrava-se na barra, pronto para assegurar a ADESÃO.
   Esse documento afirmava que as propriedades de todos os portugueses que aderissem seriam garantidas, desde que os mesmos prestassem juramento de obediência a Sua Majestade Imperial, os que não prestassem juramento teriam seus bens confiscados.
   Em 15 de agosto de 1823, com a presença de todas as autoridades palácio, o Bispo do Pará. D. Romualdo de Sousa Coelho, presidente da junta governativa, fez a assinatura de ADESÃO DO PARÁ à independência do Brasil. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

CARIMBÓ


Grupo de carimbó
 A dança é uma das manifestações que mais expressam a cultura de um povo. No Pará não é diferente. O carimbó, o lundu, o siriá e tantas outras danças revelam bem a magia amazônica e as raízes culturais do homem da região.


Resultado da miscigenação entre índios, africanos e portugueses, a dança do carimbó nasceu na Ilha de Marajó e se espalhou por todo o Estado do Pará. A origem do nome da dança vem de curimbó, palavra tupi-guarani que significa pau (Curi) oco (m´bó).


Curimbó é também o instrumento musical usado para produzir o som que é característico da dança. Com a chegada dos africanos, o carimbó ganhou um ritmo mais agitado, além dos atabaques e do rebolado das mulheres. Em alguns momentos dessa dança nota-se o bater dos pés e das mãos, uma influência da cultura portuguesa. As roupas utilizadas nas apresentações são sempre muito coloridas: as mulheres vestem uma saia longa e rodada e uma blusa acima do umbigo, enquanto os homens usam calça branca e camisa amarrada na cintura. Ambos se apresentam descalços, num misto de simplicidade e riqueza cultural. É uma típica dança de roda, o espelho da alma da cultura popular.       



LUNDU MARAJOARA
É uma dança de origem africana que, no Pará, encontrou sua maior expressão em Soure, na ilha de Marajó, e também nos arredores de Belém.


Fonte: Paiva, Renata.
História: Pará / Renata Paiva; ilustradora.Eliana Delarissa.  –São Paulo: Ática, 2004.
Adaptado de: www.oliberal.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

MAPA DO MUNICÍPIO DE SOURE MARAJÓ


Soure foi criada pelo Governador e pecuarista marajoara Dr Justo Pereira Leite Chermont, no dia 19 de setembro de 1890, através do Decreto nº 194.
Foi planejada e tracejada baseada em Nova York, pelo engenheiro geográfico e civil Arão Leal de Carvalho Reis, que posteriormente preparou a capital do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte. Foi o intendente municipal Raimundo Bezerra da Rocha Moraes que realizou excelente trabalho urbanístico na cidade de Soure, decorando suas ruas com mangueiras.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

19 de abril de DIA DO ÍNDIO


O Dia do Índio foi criado pelo Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, no México. Para este evento foram convidados representantes de vários países, bem como de diversas etnias indígenas. Todavia, receosos do que poderia ocorrer, as lideranças deste, inicialmente, não participaram do Congresso. Só decidiram marcar presença no dia 19 de abril. Daí a escolha simbólica do mesmo enquanto Dia do Índio. A data foi confirmada, no Brasil, em 1943,pelo Presidente Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei 5.540.




terça-feira, 17 de abril de 2012

Índio e a Mandioca


Além das palavras, muitas outras contribuições indígenas fazem parte de nossa cultura: o habito de dormir em redes e de tomar banho diariamente, o uso de plantas medicinais nativas do Brasil, o preparo de alimentos como a mandioca, etc.
Não só no Pará, mas em todo o Brasil, a mandioca é o componente básico da alimentação das populações indígenas. Essa raiz pode ser consumida em sopas, cozidos, bolos, pães, em forma de farinha, etc.


preparo da farinha
Existem dois tipos de mandioca: a doce e a brava. Para ser consumida, a mandioca-doce necessita do cozimento, enquanto a mandioca-brava precisa passar por processos, já que contém um elemento tóxico. Os indígenas descobriram que, depois de socar e espremer bastante a mandioca, o suco produzido deve ser eliminado e a massa que sobra pode ser aproveitada sem problemas. A partir dessa massa os indígenas fizeram a farinha de mandioca e também o beijú, uma espécie de bolo de mandioca tão importante na refeição matinal deles como é o pão na nossa.         
  

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A LENDA DA MULHER CHEIROSA


Mulher Cheirosa
Morava nesta cidade um casal de fazendeiros sendo ele português e ele francesa. Uma mulher muito bonita, loira e de olhos azuis.Esta mulher vivia rodeada de mucambas, entre elas havia uma que era sua melhor amiga.O marido vivia mas  tempo em sua fazenda onde também era servido por mucambas e dentre elas existia uma muito bonita por quem ele se apaixonou, e passaram a viver juntos, sua mulher desconfiada da infidelidade do  seu marido vivia triste mas a sua mucamba amiga, lhe dava conselhos para ela usasse jasmins no cabelo e se perfumasse para atrair o marido. Mas mesmo assim ele não a percebia tão enfeitiçado que estava pela beleza  da serviçal.Um dia ela adoeceu muito e fez um juramento que ainda iria se vingar dos homens.



Mangal
Depois da morte da francesa, faziam sete dias , as mulheres estavam rezando o terço, quando derrepente todas a viram sair toda de branco pela porta a fora e desaparecer.
Desse dia em diante ela passou a aparecer altas horas da noite e com sua beleza e perfumada seduzia os homens, levando-os para lugares bem distantes e depois de  faze-los  adormecer,desaparecia.Assim ela ficou conhecida como  “A mulher cheirosa”.   A noite a Mulher Cheirosa andava pelas ruas toda de branco, e bem perfumada, e já perdeu muitos homens nas matas e mangais de nossa cidade.