*PESCA PREDATÓRIA; As técnicas tradicionais estão sendo substituídas por predadores de outras regiões, que capturam o crustáceo com pescas predatórias que são fatais, levando á extinção e gerando o desequilíbrio populacional.
Vamos conhecer as técnicas que são utilizadas pelos invasores;
*A REDINHA- que é um emaranhado de fios desfiado de sacos de (trigo, açúcar), que é colocado na entrada da toca para capturar o caranguejo quando ele subir em busca do oxigênio e alimento. Esse método está se tornando cada vez mais comum devido a sua praticidade, porém, trazendo sérias conseqüências para o equilíbrio ecológico; a captura das fêmeas ovadas e de “caranguejo de leite” (quando realizam a mudança de carapaça) e a poluição provocada pelo material usado que não é recolhido, pois os catadores chegam a espalhar mais de 100 redes por dia no mangue e nem sempre tem tempo para recolhê-las. Os caranguejos presos nas armadilhas são rapidamente devorados por predadores naturais como; os guaxinins e os gaviões.
*O LAÇO – é uma armadilha que é colocada nas tocas do caranguejo para capturá-la matando tanto a fêmea como o macho. Segundo uma pesquisa da ONG “Novos Curupiras/ Pará”, nasce de uma só condurua aproximadamente 39 mil caranguejos.
Outra causa da diminuição dos caranguejos é a captura indiscriminada, no período do defeso, que, no Estado do Pará, inicia-se no mês de dezembro e estende-se até março, Nesse período ocorre um fenômeno conhecido pelos pescadores como “andada”. Na região do Marajó é conhecido como “soata” onde os caranguejos saem de suas tocas e começam a se movimentar atordoados, em todas as direções. É também a época de acasalamento quando os crustáceos perdem a proteção das tocas. Uma “andada” dura de três a quatro dias aproximadamente, e no caso de Soure, a espécie que é o caranguejo – uca anda de dezembro a abril. Nesse período, que é o da comercialização barata devido a abundância, a população local se dirige até os manguezais onde os crustáceos são presas fáceis. E no mês de agosto ocorre a “tapação” que é quando o caranguejo entra na toca para mudar de casco, período em que o caranguejo não deve ser comercializado, e a partir de outubro começa a deixar a toca e a produção tende a crescer.
terça-feira, 26 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Os valores do planeta
Os valores do planeta
Como todos os seres vivos as árvores são vitais para a vida na terra; as florestas são o pulmão do planeta. As florestas são responsáveis pela transformação dos gases tóxicos pelo oxigênio. Elas filtram o ar para que todos os seres vivos possam respirar como é importante mantê-lo limpo. Mas não é só esse o valor das florestas; elas também são responsáveis por alimentar os animais que vivem nas matas e também os seres humanos com seus frutos, castanhas, raízes e outras fontes que mantém a vida na terra.
Os animais
Os animais que são responsáveis pela nossa alimentação, enfeitam as matas com suas cores, nos divertem com seus sons e gestos e também são responsáveis pela continuação das florestas. Os animais são nossos melhores amigos. Ajudam-nos no trabalho, nos dão o leite, a carne e tudo que alimenta e conforta.Devemos ser gratos a todos eles e preservá-los para que possam sempre estar em nossas florestas e mantendo o equilíbrio natural para que a vida continue neste planeta.
As águas, rios e mangues
As águas abundantes no Marajó, que vem dos rios, das chuvas, dos olhos d’água, dos igarapés e em todo o mundo através dos mares. O planeta inteiro é cercado por rios temos mais água que terra no planeta. Mas nem toda água é potável, nem toda podemos beber sem que nos faça mal. Então, nos restam poucas reservas de água potável no planeta e a maior delas está no Brasil.
FONTE: Escola Zeneida Lima de Araújo
Como todos os seres vivos as árvores são vitais para a vida na terra; as florestas são o pulmão do planeta. As florestas são responsáveis pela transformação dos gases tóxicos pelo oxigênio. Elas filtram o ar para que todos os seres vivos possam respirar como é importante mantê-lo limpo. Mas não é só esse o valor das florestas; elas também são responsáveis por alimentar os animais que vivem nas matas e também os seres humanos com seus frutos, castanhas, raízes e outras fontes que mantém a vida na terra.
Os animais
Os animais que são responsáveis pela nossa alimentação, enfeitam as matas com suas cores, nos divertem com seus sons e gestos e também são responsáveis pela continuação das florestas. Os animais são nossos melhores amigos. Ajudam-nos no trabalho, nos dão o leite, a carne e tudo que alimenta e conforta.Devemos ser gratos a todos eles e preservá-los para que possam sempre estar em nossas florestas e mantendo o equilíbrio natural para que a vida continue neste planeta.
As águas, rios e mangues
As águas abundantes no Marajó, que vem dos rios, das chuvas, dos olhos d’água, dos igarapés e em todo o mundo através dos mares. O planeta inteiro é cercado por rios temos mais água que terra no planeta. Mas nem toda água é potável, nem toda podemos beber sem que nos faça mal. Então, nos restam poucas reservas de água potável no planeta e a maior delas está no Brasil.
FONTE: Escola Zeneida Lima de Araújo
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O BOTO DO MARAJÓ
O boto exerce grande influência aos moradores ribeirinhos, principalmente aos que tem filha moça. Ele as do rio como “homem” elegante e vai à festa, muito atraente e romântico, consegue levar a donzela para um lugar retirado “mundiando-a” até chegar próximo ao rio. Quando a família da moça sai a sua procura e aproxima-se ao vê o banzeiro “onda” que vem quebrar junto a ela, então surge o focinho espirrando água.
O boto sai das águas durante a noite e se transforma em um rapaz bonito e forte. Todo vestido de branco usa chapéu para esconder um orifício no alto da cabeça, por onde ele respira. Gosta de sair à noite a procura de festas, onde dança e conquista os corações das donzelas.
Em 24 de junho uma noite de lua cheia na cidade de Soure, uma moça muito formosa de cabelos longos, que se chamava Ritinha estava com uma alegria muito grande, que a noite iria participar de uma festa junina no barracão da “Tia Tomázia” que era dedicada ao glorioso São João.
Ritinha foi para a festa dançar e convidou vários amigos para acompanhá-la a festa.
Mas ao chegar ao local havia um rapaz com certo misticismo que trajava calça branca, blusa branca e chapéu branco, que chamou a sua atenção. Era belo e tinha um olhar encantador.
O rapaz a convidou para dançar, dançaram muito e namoraram, e Ritinha ficou apaixonada.
Ele é formidável! Pensou ela, só que muitas outras mulheres também estavam querendo dançar e namorar com o rapaz misterioso.
Quando deram três horas da madrugada, ele disse que tinha que ir embora e saiu andando rumo às margens do rio que banha a cidade de Soure.
Ritinha, claro, correu atrás dele até as margens do rio. Foi quando ela viu o belo rapaz se transformar em um boto e pular nas águas do rio Paracauari. Não era uma rapaz, era um boto encantador.
O boto sai das águas durante a noite e se transforma em um rapaz bonito e forte. Todo vestido de branco usa chapéu para esconder um orifício no alto da cabeça, por onde ele respira. Gosta de sair à noite a procura de festas, onde dança e conquista os corações das donzelas.
Em 24 de junho uma noite de lua cheia na cidade de Soure, uma moça muito formosa de cabelos longos, que se chamava Ritinha estava com uma alegria muito grande, que a noite iria participar de uma festa junina no barracão da “Tia Tomázia” que era dedicada ao glorioso São João.
Ritinha foi para a festa dançar e convidou vários amigos para acompanhá-la a festa.
Mas ao chegar ao local havia um rapaz com certo misticismo que trajava calça branca, blusa branca e chapéu branco, que chamou a sua atenção. Era belo e tinha um olhar encantador.
O rapaz a convidou para dançar, dançaram muito e namoraram, e Ritinha ficou apaixonada.
Ele é formidável! Pensou ela, só que muitas outras mulheres também estavam querendo dançar e namorar com o rapaz misterioso.
Quando deram três horas da madrugada, ele disse que tinha que ir embora e saiu andando rumo às margens do rio que banha a cidade de Soure.
Ritinha, claro, correu atrás dele até as margens do rio. Foi quando ela viu o belo rapaz se transformar em um boto e pular nas águas do rio Paracauari. Não era uma rapaz, era um boto encantador.
terça-feira, 24 de maio de 2011
LENDA DA MATINTA PERERA
A Matinta Perêra é uma mulher fadada a cumprir sua pena ou fado, e se quisermos conhecê-la basta dizer “vem buscar tabaco” e no dia seguinte, mal amanhece o dia já está a mulher na sua porta esperando o prometido no caso o tabaco.
Certo pescador contava que certa noite ia despescar o seu curral quando uma Matinta-perêra assoviou bem perto dele, e ele com muito medo correu, a matinta-perera tornou assoviar e ele correu mais um pouco, ela assoviou pela terceira vez e ele correu mais um pouco e já cansado disse “amanhã vai na minha casa buscar tabaco”, e no outro dia bem cedinho estava a mulher cobrando o tabaco, e ele então disse: Mulher, tu me fizeste tanto medo e ainda vens em minha porta pedir tabaco.
A MATINTA PERERA
Autor: tiomigamarajo
Há muitos anos atrás era comum se falar de uma mulher que usava blusa branca, saia preta, cabelos grande, ela aparecia altas horas da noite para assustar os nativos de Soure.
Tudo começou quando Dona Margarida, cega pela ambição teve uma idéia e resolveu apelar para as forças ocultas.
Pensou com seus botões: Já sei... Vou lá com a Dona Mariquinha.
Chegando lá Margarida fez seu choro para Dona Mariquinha.
Margarida: To no maior perrengue! Sem namorado!
Disse Mariquinha: Ó filinha! Eu vou ajudar você, venha aqui amanhã à meia-noite trazendo com você o sangue do bode preto, pena de urubu, e cachaça...
Exatamente a meia-noite, Margarida foi ao encontro de Dona Mariquinha.
Dona Mariquinha perguntou: Trouxe tudo material, minha filha?
Respondeu Margarida: sim! Ta tudo aqui...
Mariquinha falou: Vamos ao ritual.
Margarida disse: Vamos!
Dona Mariquinha perguntou a Margarida se ela topava tudo e ela topou.
Só que ela não sabia ou não tinha noção de que ela iria pagar um preço...
Isso mesmo... Ela foi condenada, a transformar-se todas as sextas-feiras em uma criatura de aparência horrorosa capaz de assustar qualquer um que encontrasse com ela.
Em uma sexta-feira ela saiu para assustar...
Margarida começou: Fiiiuuuuuu... Fiiiuuuuuu...
Com esse assovio, que era sua marca, ela se apresentava.
Enquanto isso estava em uma rua da cidade, um casal de namorados.
O namorado falou: Ritinha, Já está tare pra caramba!
Ela respondeu, Antônio égua é mesmo...
Os dois se despediram, e Ritinha seguiu para sua casa com seus pensamentos, imaginando o que poderia acontecer.
Quando, derrepente ela escutou um assovio.
E o inesperado aconteceu... Ritinha deu de cara com a Matinta Perera.
Ritinha teve coragem e gritou: Vem buscar tabaco amanhã!
No dia seguinte, Margarida foi à casa de Ritinha para buscar tabaco.
E falou: Ritinha você tem um pouco de tabaco para me dar?
Ritinha: Tenho sim... Tome!
Ritinha ficou pensativa... Será que a Matinta é a Doma Margarida? Ou foi só coincidência?
E ficou aquela dúvida no ar... Na verdade ninguém sabia quem era a Matinta Perêra.
Certo pescador contava que certa noite ia despescar o seu curral quando uma Matinta-perêra assoviou bem perto dele, e ele com muito medo correu, a matinta-perera tornou assoviar e ele correu mais um pouco, ela assoviou pela terceira vez e ele correu mais um pouco e já cansado disse “amanhã vai na minha casa buscar tabaco”, e no outro dia bem cedinho estava a mulher cobrando o tabaco, e ele então disse: Mulher, tu me fizeste tanto medo e ainda vens em minha porta pedir tabaco.
A MATINTA PERERA
Autor: tiomigamarajo
Há muitos anos atrás era comum se falar de uma mulher que usava blusa branca, saia preta, cabelos grande, ela aparecia altas horas da noite para assustar os nativos de Soure.
Tudo começou quando Dona Margarida, cega pela ambição teve uma idéia e resolveu apelar para as forças ocultas.
Pensou com seus botões: Já sei... Vou lá com a Dona Mariquinha.
Chegando lá Margarida fez seu choro para Dona Mariquinha.
Margarida: To no maior perrengue! Sem namorado!
Disse Mariquinha: Ó filinha! Eu vou ajudar você, venha aqui amanhã à meia-noite trazendo com você o sangue do bode preto, pena de urubu, e cachaça...
Exatamente a meia-noite, Margarida foi ao encontro de Dona Mariquinha.
Dona Mariquinha perguntou: Trouxe tudo material, minha filha?
Respondeu Margarida: sim! Ta tudo aqui...
Mariquinha falou: Vamos ao ritual.
Margarida disse: Vamos!
Dona Mariquinha perguntou a Margarida se ela topava tudo e ela topou.
Só que ela não sabia ou não tinha noção de que ela iria pagar um preço...
Isso mesmo... Ela foi condenada, a transformar-se todas as sextas-feiras em uma criatura de aparência horrorosa capaz de assustar qualquer um que encontrasse com ela.
Em uma sexta-feira ela saiu para assustar...
Margarida começou: Fiiiuuuuuu... Fiiiuuuuuu...
Com esse assovio, que era sua marca, ela se apresentava.
Enquanto isso estava em uma rua da cidade, um casal de namorados.
O namorado falou: Ritinha, Já está tare pra caramba!
Ela respondeu, Antônio égua é mesmo...
Os dois se despediram, e Ritinha seguiu para sua casa com seus pensamentos, imaginando o que poderia acontecer.
Quando, derrepente ela escutou um assovio.
E o inesperado aconteceu... Ritinha deu de cara com a Matinta Perera.
Ritinha teve coragem e gritou: Vem buscar tabaco amanhã!
No dia seguinte, Margarida foi à casa de Ritinha para buscar tabaco.
E falou: Ritinha você tem um pouco de tabaco para me dar?
Ritinha: Tenho sim... Tome!
Ritinha ficou pensativa... Será que a Matinta é a Doma Margarida? Ou foi só coincidência?
E ficou aquela dúvida no ar... Na verdade ninguém sabia quem era a Matinta Perêra.
sábado, 14 de maio de 2011
A EXTRAÇÃO DO CARANGUEJO
A extração do caranguejo no município de Soure ocorre em uma área entrecortada de praia e manguezais, que abrange a costa de Soure, compreendendo Garrote, Araruna, Pesqueiro, Cajuúna, Turé, Tarumã, Santa Rosa, Cambú, Ver-o-Mar, Boi Gordo, Pepéua, Ponta Fina, Maguarizinho.
O trabalho do catador de caranguejo é regido em função da maré, é ela que determina seu horário de trabalho, ou seja, obedecendo ao sistema de enchentes e vazantes (entrada ou saída da maré do mangue), geralmente o carangueijeiro prefere mais o horário da manhã para iniciar o trabalho de captura de carangueijo, quando isso ocorre, os preparativos começam a partir das quatro da manhã, ele passa a preparar seus apetrechos de trabalho que são constituídos de: peras ou sacas, gancho (constituído de vergalhão grosso), cavador (feito de madeira), querosene ou óleo queimado, cigarro e o calão.
O caranguejeiro para poder adentrar no seu local de trabalho realiza o ritual de todos os dias, começa primeiramente a passar no corpo o óleo queimado ou querosene, serve para afastar os insetos como muriçoca, maruim, e carapanã. Coloca também o seu amuleto que é o dente do jacaré-açu, este serve como proteção contra picadas de cobras muitas vezes são encontradas no buraco do carangueijo por último pede a proteção de Deus, através de orações, após todo esse ritual, o profissional inicia a captura do carangueijo passando de 10 a 11 horas no mangue sendo que todos os dias eles repetem essa prática na busca do carangueijo-uçá, sua principal fonte de sobrevivência.
O catador de carangueijo, quando vai acompanhado dos filhos ou dos companheiros de profissão, ao entrar no mangue se separam, depois de algumas horas começam a se comunicar através de sons. Estes sons possuem identificações: o primeiro é para perceber a localização dos companheiros, eles utilizam este som: hiii segundo eles é para não espantar os carangueijos e saber o rumo que seu colega está localizado; o segundo som:
hiii hiii para dizer que já estão retornando para suas casas,
chegando do seu trabalho dão início a venda de sua produção, ou deixando armazenado nas peras para posteriormente vender no mercado local
no dia seguinte, ou esperam o intermediário para a comercialização, só depois que eles vão realizar as suas refeições do dia. E assim é o seu cotidiano
Segundo os caranguejeiros, os períodos em que os carangueijos estão magros são os meses que possuem a lera R, que são os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, setembro, outubro, novembro, dezembro e os meses que não possuem letra R, maio, junho, julho e agosto, os carangueijos estão gordos.
FONTE:TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) ANO 1999
ÂNGELA MARIA SANTOS OLIVEIRA
MARISBEL SARMENTO CASTRO
MIGUEL BEZERRA
O trabalho do catador de caranguejo é regido em função da maré, é ela que determina seu horário de trabalho, ou seja, obedecendo ao sistema de enchentes e vazantes (entrada ou saída da maré do mangue), geralmente o carangueijeiro prefere mais o horário da manhã para iniciar o trabalho de captura de carangueijo, quando isso ocorre, os preparativos começam a partir das quatro da manhã, ele passa a preparar seus apetrechos de trabalho que são constituídos de: peras ou sacas, gancho (constituído de vergalhão grosso), cavador (feito de madeira), querosene ou óleo queimado, cigarro e o calão.
O caranguejeiro para poder adentrar no seu local de trabalho realiza o ritual de todos os dias, começa primeiramente a passar no corpo o óleo queimado ou querosene, serve para afastar os insetos como muriçoca, maruim, e carapanã. Coloca também o seu amuleto que é o dente do jacaré-açu, este serve como proteção contra picadas de cobras muitas vezes são encontradas no buraco do carangueijo por último pede a proteção de Deus, através de orações, após todo esse ritual, o profissional inicia a captura do carangueijo passando de 10 a 11 horas no mangue sendo que todos os dias eles repetem essa prática na busca do carangueijo-uçá, sua principal fonte de sobrevivência.
O catador de carangueijo, quando vai acompanhado dos filhos ou dos companheiros de profissão, ao entrar no mangue se separam, depois de algumas horas começam a se comunicar através de sons. Estes sons possuem identificações: o primeiro é para perceber a localização dos companheiros, eles utilizam este som: hiii segundo eles é para não espantar os carangueijos e saber o rumo que seu colega está localizado; o segundo som:
hiii hiii para dizer que já estão retornando para suas casas,
chegando do seu trabalho dão início a venda de sua produção, ou deixando armazenado nas peras para posteriormente vender no mercado local
no dia seguinte, ou esperam o intermediário para a comercialização, só depois que eles vão realizar as suas refeições do dia. E assim é o seu cotidiano
Segundo os caranguejeiros, os períodos em que os carangueijos estão magros são os meses que possuem a lera R, que são os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, setembro, outubro, novembro, dezembro e os meses que não possuem letra R, maio, junho, julho e agosto, os carangueijos estão gordos.
FONTE:TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) ANO 1999
ÂNGELA MARIA SANTOS OLIVEIRA
MARISBEL SARMENTO CASTRO
MIGUEL BEZERRA
terça-feira, 10 de maio de 2011
AÇAIZEIRO
O açaizeiro é um recurso típico do arquipélago, principalmente nas áreas de florestas de várzeas. Seu período de frutificação varia muito de lugar para lugar, havendo caso em que ao longo de um mesmo rio ocorrem mais de uma safra por ano. Seu fruto é muito aproveitado para a fabricação de “vinho de açaí”, cujo consumo entra tradicionalmente na alimentação da população regional. Por outro lado, a árvore fornece matéria-prima para as indústrias de palmito.O fruto do açaí somente passou a ser explorado comercialmente nas últimas duas ou três décadas. Com o aumento considerável do consumo nas grandes cidades, houve, em igual medida, o crescimento da demanda pelo fruto do açaí, o que estimulou os ribeirinhos, que até então somente produziam para o próprio consumo,a investir manejo dos açaizais para produção de fruto. Dessa forma, a exploração dos açaizais veio a se tornar altamente lucrativo para aqueles que a praticavam. Atualmente, grande parte da população ribeirinha do arquipélago ocupa-se com esta a atividade que é considerada como uma das mais rentáveis.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
"LEVANTE DO CUNHA" A REVOLTA POPULAR DOS PESCADORES EM SOURE
Maio de 1958 ocorreu o primeiro de revolta popular no município de Soure. Há tempos, na enseada do Mata Fome, próximo a foz do rio Paracauari, pescadores sentavam seus currais para pegarem peixes ou suas canoas para pescarem em alto mar. Acontece, que os pescadores com a obrigação de despesca a armadilha na baixa mar ou saírem para aventura no mar, passavam por umas terras pertencentes a Prefeitura Municipal de Soure e devido o constante vai-e-vem de pessoas pelas mesmas , o caminho possuía uma profundidade de 50 centímetros.
Um português de nome José Gonçalves da Cunha, proprietário de um comércio na 1ª rua, conseguiu junto ao Prefeito Municípal de Soure, dois lotes de terras, na praia de Mata Fome, justamente por onde cortava o único acesso dos pescadores das redondezas. O português devido à idade e cansado do comércio, foi fixar moradia com esposa á senhora Maria Cunha nas ditas terras adquiridas junto ao órgão municipal.
Nas terras, o casal português mandou construir uma bela casa de moradia e cercou toda a extensão da área que lhe pertencia, deixando somente dois portões para que os homens do mar fizessem seu caminho. Despreocupados, o casal passou criar uma variedade de animais domésticos.
Com o movimento constante de pescadores por sua valorizada terra “Cunha” como era conhecido, observou que aquilo não estava correto, passou implicar com os pescadores. Já que os mesmos, além de passarem, ainda levavam em sua companhia, o seu amigo inseparável, o cachorro vira-lata, quando passavam pelo cercado corriam atrás dos animais do português.
A resposta do “Cunha” foi nos cachorros, sempre aparecia um morto,também aturava os desaforos de alguns pescadores exaltados.
Inconformado com o que vinha ocorrendo em suas terras, vai o seu “Cunha” até ao Juiz de Direito da Comarca de Soure, e relata o acontecido em suas terras. Confiante que resolvera a questão, imediatamente, a autoridade mandou afixa o seguinte aviso “Interdito Improibitório”, o que não agradou a classe de pescadores.
Os pescadores com o extinto de prevalecer o mais forte, com uma atitude de receita ou talvez para prevalecer os seus direitos, desrespeitaram o aviso, continuaram passar normalmente pelas terras do “Cunha”, proporcionando uma nova investida do português buscando o apoio do Juiz de Direito.
O juiz, acatou inclusive a idéia do senhor “CUNHA, de construir uma espécie de corredor polonês, mandou abrir uma vala de aproximadamente 3 metros de largura por 2 de profundidade e na extremidades levantou uma cerca de arame farpado, justamente onde passava o caminho, e alguém tirou a cerca, enrolando-a e colocando-a as proximidades da vala dentro do mato.
Novamente o “CUNHA” visitou o juiz para relatar o ocorrido com a cerca o meritíssimo autoriza o delegado de Soure, popularmente conhecido como “Sete língua” para verificar o caso.
Sem procurar buscar os verdadeiros cúmplices daquela atitude, a autoridade policial pensando que ia acabar com a intriga, prendeu inocentes pescadores, os familiares e colegas dos pescadores presos ao saberem da prisão, juntaram aproximadamente umas 600 pessoas, algumas armadas de foices, machados, terçados, e paus. Rumaram para as terras do “CUNHA” onde destruíram a cerca do terreno.
Seguiram caminho rumo a prefeitura municipal de Soure, onde justamente funcionava o Fórum do município. Quando chegaram a frente ao prédio municipal, estavam os dois prisioneiros prestando depoimento ao juiz de direito.
O pessoal não esperou, invadiu a sala que funcionava o gabinete do meritíssimo, retirando os depoentes das mãos da autoridade. Nesse instante foi dado uma terçadadas no balcão de recepção do prédio.
Não conformados saíram a procura de seu principal alvo, o delegado de polícia “Sete Língua”. Acontece que essa autoridade havia saído no único carro que existia na cidade, um jipe, para o campo de pouso apanhar um pecuarista que tinha muito prestígio na cidade que havia chegado de avião. Os pescadores confrontaram-se com o veículo, bloquearam a estrada, retiraram o delegado as forças, do volante do jipe, estenderam ao chão, prontos para matarem a machado, foice e terçado, foi quando houve a interferência do pecuarista.
Ânimos exaltados, nervos a flor-da-pele, não havia meios de controlar a situação de revolta.Foi solicitado reforço policial ao governador do estado,através do prefeito de Soure.
O governador do Estado imediatamente enviou pelo “Navio Presidente Vargas” um destacamento da polícia militar, para acabar em definitivo e em pouco tempo com o levante dos pescadores em Soure.
Os policias na cidade marajoara, arbitrariamente, prenderam as esposas e filhos. Mas o alvo principal estava embrenhado nas matas aos arredores da cidade.
O presidente da colônia de pescadores e demais membro da diretoria, buscaram meios para resolver o caso pacificamente, resistiam suas posições perante as autoridades e mostravam os direitos dos pescadores, o que proporcionou-lhes suas prisões, como o caso do presidente da colônia que passou nove meses preso.
As doações chegaram de Belém aos familiares dos pescadores, eram enviadas da casa Caça e Pesca. Alguns pescadores se encontravam presos na mão da polícia, outros estavam sendo caçados como fera, enquanto a maioria estava escondida no retiro Palharal onde tiveram total cobertura de seu proprietário Senhor Neco.
Com isso, entra em cena pessoas de grande influência na cidade em favor dos pescadores, como o candidato a Deputado Estadual Mário Cardoso, enteado de pescador.
Sabedor do ocorrido na Ilha de Marajó, o Presidente da Republica , assinou decreto desapropriando as terras do senhor “Cunha” entregando novamente ao município. A própria população do município sabedora da autorização, passou completar as ruas e travessas, com foices e machados.
Um português de nome José Gonçalves da Cunha, proprietário de um comércio na 1ª rua, conseguiu junto ao Prefeito Municípal de Soure, dois lotes de terras, na praia de Mata Fome, justamente por onde cortava o único acesso dos pescadores das redondezas. O português devido à idade e cansado do comércio, foi fixar moradia com esposa á senhora Maria Cunha nas ditas terras adquiridas junto ao órgão municipal.
Nas terras, o casal português mandou construir uma bela casa de moradia e cercou toda a extensão da área que lhe pertencia, deixando somente dois portões para que os homens do mar fizessem seu caminho. Despreocupados, o casal passou criar uma variedade de animais domésticos.
Com o movimento constante de pescadores por sua valorizada terra “Cunha” como era conhecido, observou que aquilo não estava correto, passou implicar com os pescadores. Já que os mesmos, além de passarem, ainda levavam em sua companhia, o seu amigo inseparável, o cachorro vira-lata, quando passavam pelo cercado corriam atrás dos animais do português.
A resposta do “Cunha” foi nos cachorros, sempre aparecia um morto,também aturava os desaforos de alguns pescadores exaltados.
Inconformado com o que vinha ocorrendo em suas terras, vai o seu “Cunha” até ao Juiz de Direito da Comarca de Soure, e relata o acontecido em suas terras. Confiante que resolvera a questão, imediatamente, a autoridade mandou afixa o seguinte aviso “Interdito Improibitório”, o que não agradou a classe de pescadores.
Os pescadores com o extinto de prevalecer o mais forte, com uma atitude de receita ou talvez para prevalecer os seus direitos, desrespeitaram o aviso, continuaram passar normalmente pelas terras do “Cunha”, proporcionando uma nova investida do português buscando o apoio do Juiz de Direito.
O juiz, acatou inclusive a idéia do senhor “CUNHA, de construir uma espécie de corredor polonês, mandou abrir uma vala de aproximadamente 3 metros de largura por 2 de profundidade e na extremidades levantou uma cerca de arame farpado, justamente onde passava o caminho, e alguém tirou a cerca, enrolando-a e colocando-a as proximidades da vala dentro do mato.
Novamente o “CUNHA” visitou o juiz para relatar o ocorrido com a cerca o meritíssimo autoriza o delegado de Soure, popularmente conhecido como “Sete língua” para verificar o caso.
Sem procurar buscar os verdadeiros cúmplices daquela atitude, a autoridade policial pensando que ia acabar com a intriga, prendeu inocentes pescadores, os familiares e colegas dos pescadores presos ao saberem da prisão, juntaram aproximadamente umas 600 pessoas, algumas armadas de foices, machados, terçados, e paus. Rumaram para as terras do “CUNHA” onde destruíram a cerca do terreno.
Seguiram caminho rumo a prefeitura municipal de Soure, onde justamente funcionava o Fórum do município. Quando chegaram a frente ao prédio municipal, estavam os dois prisioneiros prestando depoimento ao juiz de direito.
O pessoal não esperou, invadiu a sala que funcionava o gabinete do meritíssimo, retirando os depoentes das mãos da autoridade. Nesse instante foi dado uma terçadadas no balcão de recepção do prédio.
Não conformados saíram a procura de seu principal alvo, o delegado de polícia “Sete Língua”. Acontece que essa autoridade havia saído no único carro que existia na cidade, um jipe, para o campo de pouso apanhar um pecuarista que tinha muito prestígio na cidade que havia chegado de avião. Os pescadores confrontaram-se com o veículo, bloquearam a estrada, retiraram o delegado as forças, do volante do jipe, estenderam ao chão, prontos para matarem a machado, foice e terçado, foi quando houve a interferência do pecuarista.
Ânimos exaltados, nervos a flor-da-pele, não havia meios de controlar a situação de revolta.Foi solicitado reforço policial ao governador do estado,através do prefeito de Soure.
O governador do Estado imediatamente enviou pelo “Navio Presidente Vargas” um destacamento da polícia militar, para acabar em definitivo e em pouco tempo com o levante dos pescadores em Soure.
Os policias na cidade marajoara, arbitrariamente, prenderam as esposas e filhos. Mas o alvo principal estava embrenhado nas matas aos arredores da cidade.
O presidente da colônia de pescadores e demais membro da diretoria, buscaram meios para resolver o caso pacificamente, resistiam suas posições perante as autoridades e mostravam os direitos dos pescadores, o que proporcionou-lhes suas prisões, como o caso do presidente da colônia que passou nove meses preso.
As doações chegaram de Belém aos familiares dos pescadores, eram enviadas da casa Caça e Pesca. Alguns pescadores se encontravam presos na mão da polícia, outros estavam sendo caçados como fera, enquanto a maioria estava escondida no retiro Palharal onde tiveram total cobertura de seu proprietário Senhor Neco.
Com isso, entra em cena pessoas de grande influência na cidade em favor dos pescadores, como o candidato a Deputado Estadual Mário Cardoso, enteado de pescador.
Sabedor do ocorrido na Ilha de Marajó, o Presidente da Republica , assinou decreto desapropriando as terras do senhor “Cunha” entregando novamente ao município. A própria população do município sabedora da autorização, passou completar as ruas e travessas, com foices e machados.
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